quarta-feira, julho 12, 2006

Tédio de férias

Tudo parado, nada muda
E se muda, não percebo
Não sei se choro
Não sei se bebo

Ouço música para passar
Leio coisas para distrair
Mas tudo que eu queria
Era não estar aqui

Conto as horas
Como quem espera o trem
O próximo trem, que eu não conheço
E que nem sei se vem

Permaneço então estagnado
Sem fazer um movimento
Escrevendo essas besteiras
Que já nem eu agüento

Vino

Dica de hoje: leia o livro Veneno Antimonotonia, de Eucanaa Ferraz.