terça-feira, agosto 08, 2006

Soneto a meu lugar

Nessa avenida longa e agora agitada
De São Mateus ainda posso sentar
Fico me imaginando se um dia isso muda
Ou se para sempre assim será

Oh minha São Mateus, tão pequena
Serás um dia uma grande cidade?
Ou de grande a única coisa que verei
Em ti será apenas a minha saudade?

Gente para te ver vem de todos os lados
E os fico daqui, calmamente observando
São tantas pessoas que nem sua beleza reparam.

Mas eu e você, São Mateus, somos como apaixonados
Que numa hora estão ardentemente se amando
E noutra não mais se gostam nem se falam.

Vino