Pequena homenagem a um mestre

Uma singela homenagem presto aqui a um dos meus mestres, o gaúcho de Alegrete, e que nesse ano de 2006 comemoria seu centenário se ainda estivesse vivo, Mario Quintana:
Canção do amor imprevisto
"Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste, Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.
Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos...
E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender nada, numa [alegria atônita...
A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos."
Mario Quintana



3 Comments:
Como alguém pode ser direto sem cair no comum, falar de amor, felicidade, solidão e dele mesmo sendo tão universal.
Eu li algo sobre ele falando que ele sempre andava em PoA, sentava na praça e lia e queria apenser ser ''livre''.
Muito legal o post.
No livro que eu tenho dele, ele fala demais em Porto Alegre. E sempre cita a sua "ruazinha" e quem por ela passa ou nela permanece.
Eu não tenho um livro dele,
que triste...
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