domingo, abril 15, 2007

espécie X pessoa


A idéia de dualismo histórico nos leva a refletir sobre o porque de determinados conceitos e pré-conceitos se revelam após a criação do Ser humano como espécie, ou seja, conceitos empregados a tal Ser que acabará de nascer. Tendo como base o debate em curso na bioética atual, onde é evidenciado a diferenciação do Ser como espécie e o Ser humano como pessoa.

O fato de existir uma grande diversidade de culturas nos leva a afirmar que é certa a existência de diferentes pessoas, tipos, formas de pensar, formas de agir, formas de interagir com outras pessoas. Isso deve-se ao fato, como citado anteriormente, de existir essa diversidade cultural.

A questão de que o Ser tende a adequar-se de acordo com a sociedade em que vive, é deveras certa, mas isso torna-se impossível quando não havendo tempo hábil para tal vivência. Quando conceituado o Ser como espécie humana, a cultura não interfere na visão que outras pessoas tem do mesmo, pois como acabara de nascer, essa idéia de dualismo torna-o puro, sem restrições, sem o devido reconhecimento empregado pela sociedade.

Meu impero pseudo-intelectuo-argumentativo afirma: o Ser humano como espécie deve, sim, ser visto sem restrições, sem conceitos, puro, de forma onde a sociedade ainda não possui instrumentos ideológicos suficientes pra conceituá-lo. E o Ser humano como pessoa, não teria como, eu diria que seria uma impossibilidade, não ter o devido reconhecimento cultural da sociedade em que vive. Pois com o tempo o Ser torna-se incapaz de impedir esse absorção cultural, percebendo que não lhe é viável a tentativa de uma possível “revolta” a esse “caos” psicológico, pois se não obtendo o reconhecimento o ser pode se considerar inepto na sociedade. Certamente, dessa forma, “caindo” debilmente em meio a uma crise existencial.


“...há um existir factual humano e há um reconhecimento cultural dele como pertencente a determinada sociedade.”


will.


domingo, abril 01, 2007

Ausência Hollywoodiana


Se fosse escrever seria a base disso ai que seria a base disso aqui, é, tiro daqui e coloco aqui, tiro de dentro e coloco aqui dentro, penso nisso e coloco naquilo, e tende a rodar, pegue a bomba e economize substrato, venha às aulas, consulte o índice, e again, again, again, e again. Enlatada ou não a nova concepção não é nova, ou pode ser velha por ser nova, antiga, já existe. Foi experimental, foi, foi acidental, quem sabe. E Se voltássemos ao no período Paleolítico onde se afirmavam a selvageria brutalmente evidenciada na condição humana, ai inventamos uma religião e sugaríamos a fé dos senhores das tretas conjugais. A partir daí buscaríamos um nova manada de adeptos, talvez Australopthecus, no alto dos seus 1,90m - próximos a mim e ao meu amigo Vino, ou “noceronte”, para os íntimos - e as árvores não suportariam um único culto apreciador da salvação, porque a fé e a envergadura de nossos devotos seriam incalculáveis.
Pronto, decidi(mos), penitência aos malungos apreciadores massa corporal exagerada. Não, não, senhor, aqui é o senhor, tenha fé.
Pois sé, pois Zé também, porque não ele e Maria e, ô José, me prende ao poder condicionador da condição que condiciona minha raiz brasileiramente presa ao O´Interweb, é, iluminação tardia da mente irreverente, sentido aguçado do libido nerdiano, alma possuída do tylenol restaurador. Senhores e senhoras, a vida está ai, a vida foi feita pra ser feliz, a tua e minha, mas ela tem de ser presa, mandíbulas ao vento, falanges as cordas de escoteiros, porque “tristeza não tem fim, felicidade sim...”, “é como essa noite passando... em busca da madrugada..”.
E ao título, essa história não teve compreensão, apenas afirmação dos fatos já inventados, já enlatados. Sendo brutalmente excêntrico, estou bobo, estou bocó, estou feliz.


will.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Copo solitário e vazio

Criado de súbito, com uma inspiração surgida do nada, após um churrasco realizado para que enchêssemos (a turma...) a cara durante a lei seca do segundo turno para as eleições para Presidente e Governador, sem que nos enchessem o saco. Logo após ter acordado, me surgiu a inspiração e apenas escrevi no papel mais próximo de mim.

Dedicado à Luana, que estava do meu lado quando criei por brincadeira uma rima, que acabou virando o seguinte:

Copo solitário e vazio

Copo solitário, eu estou te
Observando aqui do meu canto
Tu pareces ter muito a me dizer
Eu posso ouvir daqui o teu pranto

Ó copo solitário e tão vazio
Posso te compreender, eu juro
Ambos estamos sozinhos e vazios
Sem esperar muito do futuro

Mas não te desanimes tanto
Pois assim como eu te apareci,
Escutei teu choro e te compreendi,

Sei que alguém um dia me aparecerá,
E até o fim dos dias me amará,
Ao meu lado, em meu recanto

Vino

segunda-feira, novembro 20, 2006

20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra

Há 32 anos, o poeta gaúcho Oliveira Silveira sugeria ao seu grupo que o 20 de novembro fosse comemorado como o "Dia Nacional da Consciência Negra", pois era mais significativo para a comunidade negra brasileira do que o 13 de maio. "Treze de maio traição, liberdade sem asas e fome sem pão", assim definia Silveira o "Dia da Abolição da Escravatura" em um de seus poemas. Em 1971 o 20 de novembro foi celebrado pela primeira vez. A idéia se espalhou por outros movimentos sociais de luta contra a discriminação racial e, no final dos anos 1970, já aparecia como proposta nacional do Movimento Negro Unificado.

A cada ano, o dia 20 de novembro se consolida como uma data de grande significado no calendário histórico nacional. A memória de Zumbi dos Palmares reafirma-se no panteão dos heróis que escreveram, com a própria vida, a história do povo brasileiro, na luta por ideais grandiosos, tais como igualdade e justiça social. O Quilombo dos Palmares é um dos principais símbolos da resistência negra na época da escravidão, também conhecido por Angola Janga, que significa Angola Pequena. Localizava-se na Serra da Barriga, atual Estado de Alagoas, local de grandes plantações de cana-de-açúcar.

O 20 de novembro trata da data do assassinato de Zumbi, em 1665, o mais importante líder dos quilombos de Palmares, que representou a maior e mais importante comunidade de escravos fugidos nas Américas, com uma população estimada de mais 30 mil. Em várias sociedades escravistas nas Américas existiram fugas de escravos e formação de comunidades como os quilombos. Na Venezuela, foram chamados de cumbes, na Colômbia de palanques e de marrons nos EUA e Caribe. Palmares durou cerca de 140 anos: as primeiras evidências de Palmares são de 1585 e há informações de escravos fugidos na Serra da Barriga até 1740, ou seja bem depois do assassinato de Zumbi. Embora tenham existido tentativas de tratados de paz os acordos fracassaram e prevaleceu o furor destruidor do poder colonial contra Palmares.

A cultura negra sempre esteve atrelada à escravidão e ao preconceito. A maioria das pessoas acredita que existe um racismo silencioso, pois muitas delas preferem não falar sobre o assunto. "O racismo explícito, pelo menos no meio urbano, vai se enfraquecendo, principalmente por conta da consciência crescente de que é prática criminosa. Mas o preconceito (que é o racismo subterrâneo) continua. E é fomentado, principalmente, pelas novelas da Rede Globo, que são um veículo muito poderoso", comenta Nei Lopes, compositor e um dos maiores estudiosos de história do povo negro no Brasil.

O preconceito racial é sempre adquirido através da aprendizagem. Em geral, a pessoa é levada desde criança a ter idéias e atitudes preconceituosas, por viverem numa sociedade em que predominam valores racistas. "A sociedade brasileira põe na nossa cabeça - veja os negros sempre fazendo papel de subalternos nas novelas - que nós somos inferiores, porque nossos antepassados foram escravos e os dos donos do poder foram senhores. Prevenir isso só através da Educação Fundamental, com uma revisão completa da História, e por meio de ações governamentais afirmativas", diz Nei Lopes

Apesar do mito da democracia racial, os índices de desigualdade econômica e social entre negros e brancos demonstram o grau de racismo existente no País. A realidade contemporânea reflete estereótipos do tempo da escravidão, com o negro continuando a viver à margem da sociedade. Ainda segundo Nei Lopes, há razões históricas para isso: " A Abolição foi feita de qualquer maneira e não teve medidas que a complementasse. A sociedade de então optou claramente por branquear a nação pela imigração européia e jogou os recém libertos, literalmente, no lixo. Sob o ponto de vista histórico, o racismo serviu freqüentemente para justificar a dominação e a exploração de um grupo por outro. Hoje, quase metade da população do País é negra, mestiça ou parda, não tendo realizado o sonho das elites brasileiras com a vinda dos imigrantes europeus.

Fontes: Site do Colégio Antares e Com Ciência - O Brasil Negro.

Exponho aqui também a opinião da ministra Matilde Ribeiro (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) sobre o assunto
neste link. Ela, aliás, é capa da Caros Amigos de Novembro, e sua entrevista pode ser lida aqui.

Demais, saiba mais sobre o racismo: Diálogos Contra o Racismo.

Paz meu povo! Paz entre as diferentes raças, cores e credos. Sejamos mais tolerantes. Assinalo aqui o total repúdio às mais variadas formas de intolerância. Construamos um mundo melhor, mais igualitário e solidário. É urgente.
Para finalizar, uma saudação respeitosa a toda a comunidade quilombola desse meu Brasil. É só.

Vino

Pequena homenagem a um mestre



Uma singela homenagem presto aqui a um dos meus mestres, o gaúcho de Alegrete, e que nesse ano de 2006 comemoria seu centenário se ainda estivesse vivo, Mario Quintana:



Canção do amor imprevisto

"Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste, Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.

Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos...

E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender nada, numa [alegria atônita...

A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos."

Mario Quintana

sexta-feira, novembro 17, 2006

Comente, ora

Ei você que vem bisbilhotar por aqui: pode postar comentários, elogiar ou xingar e tudo mais.
Não se acanhe, não.

Vino

domingo, setembro 24, 2006

Indiferente

Não sei até quando posso afirmar,
omitir ou gritar,
sei que hoje não vou titubear.

Não sou a exceção,
mas talvez,
a mudança de direção.

Sei o que posso,
o que não posso.
O que devo,
e o que não devo.


Se pequei,
eu sei,
ah, eu sei..
que não fracassei.

O fracasso,
veio de repente,
sei o que faço,
com essa gente.


E vou frisar,
vem e se coloca,
sem titubear,
que vou ali, me embebedar..

com a minha 'Coca'.

.


"O fracassado zomba do pecador."






Nostalgia?




will.

domingo, setembro 17, 2006

Genial

O post do querídissimo amigo Picles me lembrou o capítulo 55º de Memórias Póstumas de Brás Cubas, do insigne escritor Machado de Assis. Ei-lo:

O Velho Diálogo de Adão e Eva

Brás Cubas...?
Virgília......
Brás Cubas.............................
. . . . . . . . .
Virgília..................!
Brás Cubas...............
Virgília..........................................
..................................... ?........................................
............................................................................
Brás Cubas.....................
Virgília.......
Brás Cubas
...................................................................
................................!...........................!.....................!
Virgília.......................................?
Brás Cubas.....................!
Virgília.....................!

Vino